Sinopse: Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.
Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.
Khaled Hosseini é um autor que transmite para suas histórias particularidades relevantes sobre as características dos lugares, pessoas e situações do cotidiano marcando a cultura e a história da população afegã.
No livro “A cidade do sol” o autor nos conta a história de duas mulheres: Mariam e Laila. As duas protagonistas do livro são muito diferentes, nascem e vivem em fases distintas, porém se encontram em meio ao caos da intolerânciem, das tradições de que: meninas de 15 anos têm que casar com homens que elas nunca viram na vida. Somado a isto, enfrentam a guerra de um país que desconhece totalmente o valor e a sensação da paz – entre pessoas, entre diferenças.
O livro tem 51 capítulos. Cronologicamente, há fatos que nos surpreendem o tempo todo. No primeiro capítulo conhecemos o pai de Mariam – Jalil – um dos homens mais ricos da sociedade afegã, mais precisamente da cidade de Herat (a terceira cidade mais populosa do Afeganistão). Jalil é típico homem representado por ter: três esposas, noves filhos legítimos e Mariam que era desconhecida de tudo e todos.
A mãe de Mariam tinha sido empregada na casa de Jalil. Subentende-se no livro que Nana é abusada do próprio patrão, engravida. Por isso “todos os homens da sua vida” e as pessoas da casa onde trabalha a repudiam. O avô materno de Mariam “um humilde entalhadora” não aceita a filha grávida, e para completar, Nana, mãe de Mariam se ver sozinha e foge.
Os capítulos seguem narrando histórias tristes em relação aos acontecimentos que ocorrem com Mariam. O sonho de ir ao cinema aos 15 anos passa despercebido diante das tragédias que seguem em sua vida. Anos depois, Mariam é obrigada a casar com um homem que nunca tinha visto na vida e percebe sua jornada mudar totalmente.
Laila é uma garota cheia de sonhos, de objetivos e curiosidade diante das novas descobertas que encontra em sua vida. Rodeada por pessoas queridas e por pais que querem o melhor para ela, se ver sozinha em um determinado momento da história.
“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam.” (p.12)
As duas protagonistas têm suas histórias cruzadas. Mariam e Laila são mulheres afegãs que passam por experiências que afligem, dão medo e diante das injustiças se unem e acabam construindo amizade, força e coragem para enfrentar todos os obstáculos.
“Em meio ao ruído das páginas, Laila se dirige à janela sem cortinas. Dali, pode ver os meninos se enfileirando para praticar os lances livres. Acima deles, lá para os lados das montanhas, o sol está surgindo. E vem bater no aro metálico da cesta de basquete, na corrente dos balanços, no apito pendurado ao pescoço (...). Fecha os olhos. Deixa que o sol venha lhe bater no rosto, nas pálpebras, na testa.”
O sol, nome que está presente no título do livro, representa o centro energético da vitalidade. O sol é luz, vida e calor. É o espírito interior de cada ser. A personalidade em sua essência. A luz é o símbolo do conhecimento, sua busca de realização, sua capacidade criadora, sua verdadeira individualidade. O Sol associa-se ao dia e, como tal, a busca consciente da realização pessoal. Indico esse livro para todos que buscam, conscientemente, o conhecimento sobre o que se passa dentro de “nós” e do “outro”, para as pessoas fãs de histórias que transmitem reflexão sobre a vida.
Sinopse: Uma história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA.
Eugenia Skeeter Phelan acabou de se graduar na faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Porém, o único emprego que consegue é como colunista de dicas domésticas do jornal local. É assim que ela se aproxima de Aibellen, a empregada de uma de suas amigas. Em contanto com ela, Skeeter começa a se lembrar da negra que a criou e, aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, tem uma ideia perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas.
O enredo se passa na cidade de Jackson, Mississipi (EUA) na década de de 60. É importante ter conhecimento que o Sul dos Estados Unidos tem uma herança histórica bem complicada, relacionada ao conservadorismo político e social, mesmo com a abolição da escravidão em 1863, ainda era notável uma enorme divisão entre as raças e uma marginalização gritante dos negros. Isso ocorria, principalmente, devido à falta de leis antidiscriminação, nos estados do Sul americano. Muito pelo contrário, havia leis que impunham essa segregação, nos ambientes sociais e cotidianos – chamadas “Leis de Jim Crow” (1876 e 1965). Elas decretavam que deveria haver:
Escolas separadas para brancos e negros;
A proibição de casamentos entre uma pessoa branca e negra;
Hospitais específicos para negros e brancos;
Qualquer indivíduo que realizar divulgação, por algum meio de comunicação, de opiniões a favor da igualdade entre negros e brancos, deve ser preso ou pagar uma quantia de no máximo quinhentos mil dólares;
Prisões com divisões de seus ambientes: separados por cor.
O que iremos observar no livro é a antagonista Hilly Holbrook tentando elaborar o “Projeto de Higiene para Empregadas Domésticas”, que consiste basicamente na criação de banheiros especiais e fora da casa para as empregadas, alegando que os brancos poderiam se contaminar com as doenças de gente de cor, já que eles tem doenças diferentes e perigosas demais.
“ Estas mulheres criam nossas crianças brancas. Nós as amamos, elas nos amam. Mas elas não podem sequer usar os banheiros das nossas casas.”
O livro falará de racismo, mas de parâmetro diferente, iremos conhecer a vida de uma empregada doméstica negra em um dos estados mais racistas e conversadores, em um época na qual tentar rever seu direitos lhe levaria a prisão ou morte. A autora nos apresenta 3 personagens principais: duas empregadas domésticas negras e uma jornalista recém formada e branca, por meio do ponto de vista de cada uma, entenderemos mais como se vivia naquela época e os desafios que ambas enfrentam diariamente.
Kathryn Stockett escreve com maestria, chegando a nos emocionar com a jornada dessas três mulheres incríveis e cativantes. A escrita é bem objetiva e clara, e o que achei mais interessante é a predominância da comunicação oral (haverá alguns erros de gramática em vários diálogos e, isso é proposital. pois há no enredo duas personagens principais que são mulheres simples, e que tiveram que largar a escola para trabalhar e sustentar a casa).
Então, se ficou interessado em ler, prepare-se para uma história emocionante e bastante divertida também!
Há três mulheres na cidade de Jackson, que juntas irão começar uma revolução de dentro para fora: primeiro dentro de si, depois na região onda moram. A primeira a aparecer é Aibileen, uma sábia empregada negra que perdeu seu filho Leroy depois de um acidente causado pelo um homem branco.
“Fiquei surpresa quando vi que a vida do meu filho tinha parado, mas o mundo não.
Mas não demorou pra eu ver que uma coisa em mim tinha mudado. E eu não me sentia mais tão mansa.” p.9
Desde então, ela consegue superar um pouco a morte do filho dando amor e carinho aos filhos das suas patroas brancas. Mãe Mobley que é totalmente negligenciada pela mãe , Dona Leefolt, que só pensa nela mesmo e no que os outros irão pensar dela. Por essa razão, Aibileen tenta ensinar a menina que é bom nutrir sentimentos sem restrição de raça.
“Quero gritar alto pra Nenezinha que sujo não é uma cor, que doença não é a parte negra da cidade. Quero não deixar chegar aquele momento – que chega na vida de qualquer criança branca -, quando elas começam a pensar que pessoas de cor não são tão boas quanto as pessoas brancas.” p.129
Um dos momentos mais emocionantes, é quando Aibileen tenta fazer a Mãe Mobley perceber que ela é uma menina especial e importante sempre repetindo: “cê é esperta, cê é gentil, cê é importante”, quando ela está triste ou chateada.
( cê é esperta, cê é gentil, cê é importante - Tradução livre)
A segunda personagem principal é Minny Jackson, a melhor amiga da Aibileen, uma mulher negra que é casada com o Leroy e tem 5 filhos. Minny é extrovertida, ótima na cozinha, trabalhadora e honesta, mas ela não tem "papas na língua", e por conta disso já perdeu vários empregos, por essa razão ela acaba apanhando com freqüência do marido bêbado.
“Voltei para casa aquela manhã, depois de ter sido despedida, e fiquei parada do lado de fora de casa, usando meus sapatos novos de trabalho. Os sapatos pelos quais minha mãe tinha pago o valor de um mês de conta de luz. Acho que foi só o que entendi que era vergonha, e também a cor da vergonha. Vergonha não é escura, como pó, como eu sempre pensei que fosse. A vergonha é da cor do seu uniforme branco novo em folha que sua mãe pagou com o suor de noites a fio passando roupas pra fora, branco sem nenhuma mancha de sujeira deixada pelo trabalho.” p.198
O fato de não conseguir arrumar um emprego devido “a coisa terrivelmente horrível” que fez com a dona Hilly Holbrook, que se vingou dela espalhando para toda cidade que Minny era uma ladra e agora ninguém mais quer contratá-la.
(Eu tenho mais o que fazer, então vão todas cuidar das suas vidas - Tradução Livre)
Então, ela descobre dona Célia Foote, a esposa do ex namorada da Hilly, a única mulher na cidade que não sabe as mentiras da vingativa ex patroa. Dona Célia, aparenta ser uma ótima patroa,mas está esconde algo da Minny que está tirando seus nervos.
“Trinta e seis anos e ainda ouço a minha mãe me dizendo: 'Não se meta onde não é chamada'. Mas eu preciso saber do que essa mulher tem tanto medo fora daqui.”p.66
A última personagem principal é Skeeter, uma jovem de 23 anos, recém formada em jornalismo que tem um sonho de escrever um livro e se tornar uma jornalista de sucesso. Por outro lado, Skeeter não é como suas amigas Hilly Holbrook e Sra. Leefolt : “ela não está casada e não tem filhos!”, entretanto essa não é a única diferença entre elas: Skeeter não é a garota mais bela da cidade, mas é uma garota a frente do seu tempo, não é preconceituosa e tenta não se chocar quando as suas amigas fazem algum comentário maldoso sobre gente de cor. Ela fica feliz porque conseguiu um emprego no jornal de Jackson para ser a colunista: dona Myrna, o problema é que é uma coluna sobre afazeres de casa e ela não entende nada sobre isto e. sua empregada desaparece sem nem se despedir, e ela resolve falar com Aibileen para ajudá-la a escrever para a coluna.
Algo inevitável acontece, começa a nascer uma amizade discreta entre a Skeeter e a Aibileen, e depois de uma conversa com a empregada, ela resolve que já escolheu o tema do seu livro que tanto sonha em escrever: Um livro sobre como é a vida das empregadas domésticas negras, o que elas fazem, como é o relacionamento com a patroa branca, quanto ganha e tudo mais, no entanto, é algo totalmente arriscado de se fazer em Jackson, Mississípi! Determinada pela sua ideia, ela resolve convidar Aibileen para aj-la a escrever o livro. Mas será que Aibileen irá aceitar, somado a todos os riscos que ela pode enfrentar?
E quando Minny Jackson descobre o que a melhor amiga está querendo “aprontar” alguma coisa com a dona Skeeter, tenta aconselhá-la a não aceitar a ideia, mas a vida dessas três mulheres acabam sendo unidas por uma força maior, por algo que está engasgado a muito tempo e precisa ser engolido.
“A Bondade não conhece, limites.”
O FILME: História Cruzadas
Histórias Cruzadas foi uma das maiores surpresas nas bilheterias em 2011. Orçado em US$ 25 milhões, o longa estreou na segunda colocação, no top 10 norte-americano, perdendo por muito pouco para Planeta dos Macacos - A Origem, mas logo assumiu o topo da lista e permaneceu lá por quatro semanas.
E não podemos esquecer que a nossa querida Octavia Spencer (atriz que interpreta Minny Jackson) foi a ganhadora do Oscar de atriz coadjuvante em 2012!
( Octavia Spencer)
Eu confesso que assisti primeiro ao filme, e só depois descobri que ele era uma adaptação do livro The Help ( A Resposta) e, mesmo sem ter lido o livro antes, o filme me cativou de todas as formas. E depois de ler a obra também, tenho cacife pra falar que o filme é bem fiel ao livro e não perdeu de forma alguma essência da história. Dessa forma, não é um filme cansativo ou parado demais, pois a atmosfera da produção é ao mesmo tempo divertida, chocante e emocionante.
Seja lendo a obra ou assistindo ao filme, não deixe de conhecer essa estória tão linda e tocante. E, prepare-se para boas risadas e deixe os lencinhos próximos!
Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável.
Acredito que nunca tenha engolido um livro ferozmente, como me ocorreu com a obra Dias perfeitos, segundo livro do autor Rapahel Montes, publicado em 2014 pela editora Companhia Das Letras. Estava a procura de um livro que me tirasse da zona de conforto, e que me levasse além daquilo que eu penso sobre tortura psicológica e obsessão. Aquele velho ditado que diz "Quem procura acha!" é verdadeiro. Muito obrigada Raphael porque estou em curto, em surto por não ter lido o seu livro antes!
Ainda estou compelindo por cada cena que li, imaginei, reli e acreditei. Isso porque eu não imaginava que ficaria ao lado do Téo, um jovem médico, que divide o seu tempo entre a universidade e cuidar de sua mãe, o que requer toda a atenção, porque a alguns anos ela sofrera um acidente de carro. As percas foram inevitáveis, Téo ficou órfão de pai e para completar sua mãe perdeu a sensibilidade e os movimentos das pernas. Seis anos depois do acidente, ele é o único homem da casa, de quem sua mãe sempre tivera orgulho.
Não é à toa que o garoto se empenha em estudar medicina. Apaixonado pela anatomia e fisiologia humana, tem um gosto para amizades um tanto peculiar, sua melhor amiga se chama Gertrudes, você deve estar a se perguntar: -Qual o problema nisso? Calma, não tem problema nenhum em ter um amigo com quem se possa contar, muito menos se este for um cadáver. Isso mesmo. Vocês entenderam...
Téo apesar de educado e estudioso sempre guardou um certo rancor pelo modo como os seres humanos se relacionavam, ele acreditava que toda retribuição de afeto e intimidade entre os relacionamentos eram superficiais demais. Talvez, seja esse um dos motivos por ele possuir afinidade com pessoas mortas! Nunca foi um homem de muitos amigos, nem mesmo na infância.
Não gostava de ninguém, não nutria nenhum afeto para sentir saudades: simplesmente vivia. Pessoas apareciam e ele era obrigado a conviver com elas. Pior: era obrigado a gostar delas, mostrar afeto. Não importava sua indiferença desde que a encenação parecesse legítima, o que tornava tudo mais fácil.
Sempre prestativo com a sua mãe, ele é obrigado a ir em um churrasco. Sem muitas expectativas ele a acompanha e o inesperado acontece! Uma garota de sorriso largo e libertino lhe chama completamente atenção, seu nome? Clarice. Nome de anjo, como ele mesmo imaginara. Apresentando-se de forma inexperiente e inoportuna, Téo irá cometer grandes erros. O seu lado oculto é despertado e ninguém imaginaria do que ele seria capaz. Obsessão, submissão e tortura psicológica são pontos chaves para desvendar quem é o vilão ou o mocinho dessa obra. Mas, e se o autor te fizer ficar ao lado do vilão? Seriamos nós, os culpados pelos delitos mais graves cometidos por uma parcela de nossa sociedade?
Dias perfeitos é uma obra que tira o leitor da zona de conforto. Um livro agoniante e viciante tornam-se a descrição perfeita para quem deseja iniciar a leitura de um triller psicológico. De inicio pensei que se tratava de um romance policial que mesclava obsessão e possessão, mas ao decorrer da leitura somos postos à prova: Quem devo julgar? Em quem confiar? Como é possível uma mentira se tornar verdade?
Quem nunca se apaixonou sem ser correspondido? Quem não gostaria de mostrar que poderia ser diferente, que a história de amor poderia dar certo? Ele apenas fazia o que todos já tinham desejado fazer. Havia criado para si a chance de estar próximo de Clarice, de deixar que ela o conhecesse melhor antes do “não” definitivo”. Era ousado e corajoso.
Pasmem! A obra apesar de sombria e pesada, tem um ritmo de leitura acelerado. Em pouco mais de três horas consegui terminar o livro! E o final é surpreendente. Não há como não associar algumas cenas ao livro Garota exemplar. Os cenários mesclam uma ambientação de calmaria e pavor, e na obra encontramos: praias desertas, chalés, hotéis caros como também motéis que deixam outros ambientes no chinelo.
Apesar da obra ser narrada de acordo com os pensamentos de Téo, eu não o definiria como primeira pessoa, pois há vozes por traz do garoto que acabam afetando a sua própria voz. Toda a diagramação se adequa ao livro como um todo. Fiquei intrigada, inicialmente, com a capa. Pensei que iria tratar de algum enredo clichê, envolto de romance policial, mas não tem nada haver! Compreendi o cenário da capa nos capítulos finais.
As temáticas mais recorrentes no livro Dias Perfeitos são: tortura, obsessão, compulsão, vícios como também transtornos psicológicos e patológicos. Outro ponto forte são os vínculos e laços maternais que ora são enfatizados na visão das personagens principais, Téo e Clarice; como também na visão de suas mães Helena e Patricia.
Não tenho palavras para descrever as sensações que senti durante a leitura, quem leu sabe do que estou falando. E quem não leu, precisa sentir na pele. Apesar de fortes, são viciantes! Por este motivo que irei ler outras obras do autor (apesar de ter ficado com um medo enorme dos seus livros e do modo como ele aprofunda os personagens), porque fiquei do lado de quem não devia (surtando com isso!).
Recomendo a obra para aqueles que ainda não conhecem a escrita do Raphael, como também aqueles que acham que conhecem a mente humana. É uma leitura convidativa para quem quer iniciar leituras que trabalham com o Thriller psicológico e aqueles que são fissurados por literatura policial.
Sinopse: Lauren Graham, a eterna Lorelai Gilmore conta, em primeira mão, como foi voltar a interpretar uma das personagens mais queridas da TV e revela algumas experiências que teve ao longo de sua carreira que farão você morrer de rir. A estrela Lauren Graham dá um presente aos fãs. Em Falando o mais rápido que posso, a intérprete da eloquente e amada Lorelai Gilmore faz uma retrospectiva da sua vida e compartilha histórias engraçadíssimas sobre amadurecimento, o início de sua carreira de atriz e, anos depois, como é sentar em seu trailer no set de Parenthood e se perguntar “Será que eu, hmmm, cheguei lá?”. Ela também fala abertamente sobre os desafios e as cobranças de ser uma mulher solteira em Hollywood e conta histórias divertidíssimas, como, por exemplo, a vez em que pediram a ela que fizesse um teste para um papel com a própria bunda. Finalmente, Laura encara uma épica maratona de Gilmore Girls e relembra como foi gravar cada ano da série original e o que significou para ela voltar a interpretar, nove anos depois, uma de suas personagens preferidas.
Esse livro foi uma verdadeira surpresa para os fãs e para todos aqueles que admiram a atriz e escritora Lauren Graham. Conheci o seu trabalho a partir de uma das minhas séries favoritas: Gilmore Girls. Lauren é uma atriz maravilhosa, que interpreta muito bem os papéis e é divertida em qualquer momento. Esse foi o primeiro livro que li da autora e pude me deliciar nas suas palavras. Percebi o quão boa ela é em tudo que faz.
O livro é um presente para os fãs, é autobiográfico e conta as experiências da autora, os fatos mais bizarros que ela enfrentou durante a vida, os diversos empregos que ela teve, o drama de ser alta e ter que ter um par romântico literalmente à altura. É um livro que faz você dar várias risadas e conversar com a autora mesmo que ela não esteja presente, me peguei várias vezes respondendo às suas perguntas e conversando com ela, do tipo: Sei como é... já passei por isso... meu Deus, que legal... nossa, quanta coisa você já viveu... Dentre muitas outras respostas, acabei me aproximando da autora e conhecendo seus dramas e suas aflições, já a admirava bastante só assistindo duas séries em que ela trabalhava, então imagine agora em que pude adentrar na sua mente e ver de perto seus pensamentos, pois não eram pensamentos de uma simples personagem, mas sim, da pessoa por trás deles.
É possível perceber, através desse livro, que nem sempre a vida dos atores é fácil, nem sempre é essa harmonia toda que todos pensam. Ter de lidar com entrevistas, com o público e com a pergunta: O que virá depois desse trabalho, são fatores negativos para a vida dessas pessoas. Além do fato de tudo ser bastante corrido no dia a dia dessas pessoas.
O livro tem um toque de humor maravilhoso, ri bastante na parte da etiqueta que estava em uma blusa cuja Lauren estava usando. Não vou falar muito para que vocês tenham a mesma experiência durante a leitura. A Lauren também nos presenteia com várias dicas legais e modelos para conseguir cumprir suas obrigações. O "Cronômetro de cozinha" onde ela nos ensina a utilizar o método para lidar melhor com nosso tempo e, é um método que sem dúvida irei adaptar para mim, pela sua eficácia.
Outra ponto maravilhoso no livro, foi sermos apresentados a senhora Jackson, uma figuraça, que me identifiquei bastante, pois mesmo eu sendo nova, tenho esse espírito de vovó dentro de mim, sempre impedindo as pessoas de cometerem erros banais. A carta da senhora Jackson me deixou arrepiada, foi um tapa na cara de todos, aconselho que, mesmo que não vá ler o livro, procure ler esta carta porque é sensacional, adorei seus conselhos.
Um ponto negativa, é que a autora cita muitos famosos no decorrer do livro e eu não conhecia quase nenhum, a não ser os personagens principais de GG, então ficava meio perdida, do tipo "de quem será que ela está falando agora? Quem é esse Sam? E esse Miles? Então foi difícil acompanhar, mas se você tiver oportunidade, aconselho a ir pesquisando os nomes dos autores, caso fique interessada no trabalho de alguns. Em algumas páginas ela coloca fotos para ilustrar seus pensamentos isso ajudou bastante a entender tudo.
O ponto chave da obra são capítulos que falam sobre a série. Ela viu todas as 7 temporadas da série original e, nos contou um pouco sobre quais cenas foram a sua favorita e, quais as mais interessantes de serem gravadas. Na segunda parte, ela fala sobre o reboot da série, Gilmore Girls: Um ano pra recordar, de modo que ela nos trás trechos do diário que escrevia enquanto gravava e assim nos aproxima mais e mais daquele cenário contagiante.Com isso, pude perceber as dificuldades de se gravar uma série após 9 anos, como também a beleza por trás daquilo tudo. Foi um presente maravilhoso para os fãs (eu chorei bastante no final), tanto por saudades da série, quanto por saber que pra ela deve ter sido muito difícil dizer adeus.
Outro ponto que preciso ressaltar, é que a autora se manifesta sobre as 4 últimas palavras da série e deixou bem claro que ela não acredita que teve um ponto final, será que vem mais temporadas por aí? Bom, espero que a Amy escute nossas preces e organize logo uma volta. E vocês, o que acham? Ficou aberto esse final, não foi?
Recomendo o livro a todos que conhecem a atriz e escritora Laurem e aqueles que queiram conhecê-la. E, claro, a todos os admiradores das séries: Parenthood e Gilmore Girls, pois é bem interessante avaliar o seu ponto de vista pessoal para com as séries. É um livro muito divertido e vale a pena ser lido.
Sinopse: Unhas mal pintadas de preto e camisas de bandas. Ela ama O Diário de Bridget Jones, chocolate, e a banda Misfits. Odeia trovões, lágrimas, e ser chamada de criança. Sara Alcântara tem 17 anos e, como qualquer garota de sua idade, tem um relacionamento de amor e ódio com a mãe, com seus estudos, e com a própria vida. Ama suas amigas, que são seu suporte, e sua base. Tira boas notas na escola, por obrigação, mas deseja ser artista, porque pintar é sua verdadeira vocação. Até aquela paixão adolescente, platônica, ela possui. Ele tem nome, sobrenome, e grau de parentesco. Rodrigo Guano é seu primo, e sonho de consumo de toda a população feminina da pequena cidade de Santa Fé, onde moram. Tudo muda quando ele a beija pela primeira vez. Então o mundo pode acabar, regimes podem cair, terremotos podem engolir a terra em rachaduras intermináveis, e Sara ainda estaria feliz. Ou assim ela pensa ser, até que viaja para Paris, para passar as férias. Quando volta, tudo está diferente, inclusive ela. Sara se vê inserida num triângulo amoroso... Ou seria um quadrado?
Triângulo de 4 lados conta a história de Sara, uma garota que está completando 17 anos, e nutre uma paixão platônica por seu primo Rodrigo. Ela o devota desde que eles eram pequenos, Sara é uma garota bonita, que chama atenção por onde passa, entretanto, ele é mais velho, 25 anos e nunca demonstrou mais que um carinho fraterno pela prima, porém, tudo muda quando ele beija Sara e e decidem tentar um relacionamento.
Também existe Brent, o meio irmão de Rodrigo. Brent é um cara recluso, meio calado e um pouco grosso, do seu próprio modo, ele é americano e veio para o Brasil, onde aprendeu a nossa língua e fala fluentemente, o único problema é que Brent sente por Sara o mesmo que ela sente por seu irmão. Mas Sara, apaixonada por Rodrigo, nunca lhe deu uma chance.
"Acontecia que minha paixão platônica por Rodrigo se equivalia à paixão platônica de Brent por mim, com a diferença de que Rodrigo não conhecia meus sentimentos por ele, mas eu conhecia os de Brent." (Sara)
Como se já não bastasse, surge Matheus, um novo integrante da banda do Rodrigo e logo ele (também) se interessa por Sara. Ele é um cara que não tem um local fixo para viver, pois perdeu a família muito cedo e vive como nômade. Rodrigo acredita que Sara é a única que pode trazer estabilidade para a sua vida tão instável. A partir disso, forma-se então um real triângulo amoroso de 4 lados, todos tentando conquistar a Sara. Em todo o livro fiquei a pensar em como essa menina é disputada (risos), pois não há uma pessoa que não se interesse por ela.
Certo dia, Sara realizou uma prova para ganhar uma bolsa para um curso de férias em Paris, ela passou nessa prova e viajou para realizar as aulas, porém quando ela volta para o Brasil, tudo está diferente de quando ela o deixou. Rodrigo já não é mais o mesmo, Matheus se intensifica em se aproximar dela e Brent continua o mesmo indiferente de sempre, contudo, cuidando sempre dela e mostrando seu lado afetivo aos poucos. É a partir disto que o livro vai tomando um rumo diferente, nós observamos a briga dos 3 garotos por Sara, o seu amadurecimento e sofremos junto com ela.
O livro é narrado principalmente por Sara, mas apresenta capítulos que intercalam a visão dos garotos, o que é bom para compreendermos o que se passa na cabeça deles, ao passo que sentimos raiva de alguns em determinados (muitos) momentos. Os personagens secundários também são muito bem apresentados, como João, o irmão de Sara, pelo qual eu me apaixonei de cara. Ele é super protetor e apoia Sara em todas as suas decisões, vemos também Lucia e Vanessa, as melhores amigas de Sara.
O final deixa um pouco a desejar, por não haver uma conclusão bem amarrada, mas isso se deve ao fato do livro ser apenas o primeiro de uma trilogia, então, tudo pode ser resolvido nos próximos.
"Me senti como uma criança de cinco anos que precisava de alguém guiando os passos porque não sabia andar por aí sozinha. Mas sua palma sólida agarrou a minha de uma forma que, por comparação, eu precisaria ser o cara de Prison Break, para me soltar."
O livro tem uma capa maravilhosa, passei horas olhando e a admirando por completo, as folhas são brancas e as letras tem um espaçamento bom, porém, o livro apresenta alguns errinhos ortográficos, mas nada que comprometa a leitura. O livro também apresenta pequenos pensamentos de Sara, o que da um clima mais leve ao enredo. Desse modo, recomendo o livro a todos os que gostam de histórias de adolescentes e clichês, pois, não esperem nada mais que isso, já que não irão encontrar, minha única ressalva é que muitas vezes eu cansava dessa obra pelos fatos se repetirem várias vezes, e pela disputa incessante por quem fica com Sara,. De um modo geral, é um livro divertido pra passar o tempo, nada mais que isso.
"Eu nunca soube como fazer. Podia ser porque a minha pele era muito branca, mas eu ficava vermelha quando alguém olhava para mim, esperando uma resposta que eu não podia dar. E bastava o nome de Rodrigo para que eu ficasse mais desesperada. Era extremamente inconveniente não saber disfarçar."
Sinopse: Duas vidas onde os destinos se cruzam. Dois estudantes: um sonha ser médico e o outro se torna um criminoso. Quais serão as consequências dessas escolhas? Você acredita que pessoas mortas possam voltar para assombrar as vidas de seus algozes?
Um estudante enfrentará um inimigo homicida, escondido sob o manto da amizade. O leitor conhecerá os amores da vida de Eduardo Balavante Penedo, sua busca pelo sucesso profissional e o grande dilema: o desejo de vingança ou de perdão.
O Bisturi de Ouro é um livro emocionante, assustador e cheio de suspense. O jovem Eduardo mesmo tendo uma infância pobre, estuda e luta para se formar como médico. Glauco, o seu amigo, se torna um criminoso. Uma figura mascarada, assombrosa, que persegue Eduardo e seu destino lhe reserva muitas surpresas. O livro fala sobre sonhos e acreditar em si mesmo. O final é surpreendente!
Um livro sobre perseverança e coragem. Sobre perdas e conquistas. Uma história que poderia ser real. O Bisturi de Ouro trás em si uma forte carga emocional, em que os personagens se dividem entre amor, ódio, raiva e vingança.
Eduardo é um menino humilde que mora na cidade de Monte Belo, Rio De Janeiro, com um sonho: se tornar um médico. Claro que seu sonho está muito distante, tendo em vista sua condição financeira, porém, Eduardo conta com a ajuda da sua mãe que sempre o encoraja a prosseguir e nunca desistir. Apesar da humildade, Eduardo é uma criança esforçada que sempre tira as melhoras notas da escola e conquista a todos com o seu carisma (é de se imaginar que alguém assim seja invejado). Após concluir o ensino fundamental, ele passa a frequentar o ensino médio em escola particular, paga pela fábrica que o pai trabalha, mas, ao terminar o primeiro ano Eduardo tem que sair de lá a voltar ao ensino público, pois a fábrica pagou a escola por somente um ano.
Depois de concluir o ensino médio, Eduardo viu que seu sonho estava cada vez mais distante: não podia cursar medicina agora, porque não teria condições de se manter na universidade, então fez um curso técnico e começou a trabalhar durante o dia e a cursar administração à noite, enquanto sua mãe, que nunca desistiu de vê seu filho formado em medicina, ia junto algumas economias para dá suporte a ele quando conseguisse passar no vestibular.
"Os sonhos nos ajudam a chegar ao lugar mais alto de uma escada. [...] O sonho e a força de vontade nos ajudam a enfrentar obstáculos e a seguir adiante."p.71
O destino é cheio de reviravoltas, e muitas delas são bem desagradáveis.
Certo dia, Dona Catarina (mãe de Eduardo) estava na igreja quando lembrou que havia esquecido um vestido, que entregaria a sua amiga, e teve que ir em casa pra pegar, mas, quando ela chega lá, e vê o amigo de Eduardo roubando seu baú com todo o dinheiro que a muito tempo ela vinha poupando para ajudar o filho, Glauco (amigo de Eduardo) não tendo outra opção (será mesmo que não tinha?) mata a mãe de Eduardo (que ótimo amigo) e foge com o dinheiro.
Ninguém consegue descobrir quem cometeu esse terrível latrocínio, até que Eduardo (após alguns anos) vai até a casa de Glauco e junta algumas pistas, e coloca em sua cabeça que Glauco é o assassino da sua mãe. Não tendo como provar nada, Eduardo segue com sua vida se dedicando ao máximo para concluir seu tão sonhado curso de medicina. Longos anos se passam e Eduardo se torna um grande cirurgião, conhecido e muito querido por todos da região. O destino mais uma vez cruza as vidas de Glauco e Eduardo: após sofrer um terrível acidente de helicóptero, Glauco precisa ser operado com urgência e cabe a Eduardo escolher entre salvar a vida dele ou finalmente vingar a morte de sua mãe.
Quem olha para essa capa pensa que o livro é bem obscuro (é um pouquinho, mas, não tanto quanto parece) porque essa máscara lembra um pouco de "Jogos Mortais" (pelo menos eu achei rsrsrs, na realidade é um pouco assustador), porém o livro é uma obra para refletir. Uma história que nos mostra que é possível sim realizar nossos sonhos, mesmo que por alguns momentos pareça impossível e que jamais aconteça. Eduardo é a prova viva (escrita na verdade) de que sonhar e realizar é algo que só depende do nosso esforço e dedicação. O livro tem uma escrita bem misteriosa (chega a dar um pouco de medo às vezes) e nos mostra que a maldade está em cada um de nós e cabe a nós escolhermos se vamos alimentá-la ou não.
Recomendo a obra a todos aqueles que buscam uma leitura motivacional e, de forma que é possível realizarmos os nossos sonhos, seja ele qual for, e como também aconselho aos amantes de literatura nacional .
"Ser vencedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças."p. 73